ALIENAÇÃO PARENTAL

05/02/2013 11:23

 

ALIENAÇÃO PARENTAL
(*) Este texto também foi publicado no Blog Papo de Mulher
 
 
Suely Pavan Zanella
Este tema não é novo por aqui. Se você acompanha o meu blog já deve ter lido o postMulheres que Provocam e Manipulam” em que faço uma abordagem prática ao tema da alienação parental.
Em função de um comentário recebido por um leitor no postMulheres que Provocam e Manipulam” resolvi escrever mais sobre o assunto, mas principalmente buscarei sair do lugar comum.
Pesquisando na Internet sobre o tema vi vários artigos interessantes e inclusive a Lei assinada pelo ex Presidente Lula que disponibilizo aqui no final do texto na parte “PESQUISAS ÚTEIS”.
O que me preocupa, porém, é o preparo dos profissionais do Judiciário (advogados e psicólogos) quanto ao tema Alienação Parental.
Alienação Parental é usar a criança como mercadoria de troca em um processo de separação doentio. Advém de relações conjugais na qual um dos cônjuges ou ambos é totalmente desestruturado. Desta forma quando a separação finalmente ocorre a criança é usada como uma espécie de moeda por um dos pais ou ambos através de comentários maldosos do tipo:
- Seu pai não presta;
- Vou mandar sua mãe para a cadeia.
E até incitação para que a criança deponha acusando normalmente o pai de assédio sexual.
Gritarias são também bastante utilizadas por um dos pais como forma de tentar convencer a criança que o outro não presta. Controle emocional beirando a zero, típico de gente que é cruel e sem medida.
Ou seja, lixo atômico é depositado na cabeça e coração da criança com o único objetivo de denegrir a imagem do outro (pai ou mãe).
Infelizmente, como afirmei no texto “Mulheres que Provocam e Manipulam”  até a Lei Maria da Penha é usada por 50% das mulheres para alienar a criança ou o adolescente do seu pai. Os pais na prática são mais vítimas da Alienação Parental do que as mães.
A Lei apesar de clara me pareceu difusa na prática e depende muito daquele que atende a mulher ou o homem na delegacia ou no Judiciário. E isto ficou ainda mais claro quando li o depoimento desesperado de meu leitor.
Acredito que o primeiro passo que alguém deva tomar quando sentir-se vítima de alienação parental é buscar ajuda de um advogado muito bom. Pelo que já vi na minha vida profissional advogados ruins e lentos e que fazem poucas intervenções tornam o processo ainda mais difícil. E de novo, a pobre da criança, fica dividida entre o amor dos pais.
Os danos psicólogos à crianças vítimas da Alienação Parental são imensos. E recomendo à qualquer um que antes de querer ter um filho, pense seriamente. Como disse há muitos anos uma amiga psicóloga: Os pais têm que ter mais estrutura que a criança!
Usar uma criança indefesa é obrigá-la a tomar decisões a favor e contra um dos pais e ela não está apta emocionalmente a fazê-lo. Avaliar se é a mãe e o pai que usam a criança desta forma execrável é delicado. O Conselho Tutelar de São Paulo diz que tudo deverá ser provado, mas na prática, como mostra o depoimento de meu leitor, nem sempre é assim.  
A Lei é linda, os artigos que li são maravilhosos, a novela aborda o assunto, mas na prática mais e mais crianças são vítimas desta violência em que mães, principalmente, usam de todo o tipo de artifício para afastar os pais do convívio das crianças.
Já vi casos em que o avô insisti a todo tempo em se tornar o pai da criança.
Esta rede doentia de pessoas ( avós, amigos) deveria a meu ver também ser investigada por psicólogos policiais, coisa que nem sequer existe no Brasil.
Enquanto medidas efetivas e não apenas palavrórios não forem tomadas, crianças inocentes serão usadas neste jogo sujo.
Orientações devem ser dadas a este tipo de pai e mãe, para que não façam com os próximos filhos, que talvez tenham em novas uniões, este esquema de desqualificação sobre uma das figuras parentais.
Pessoas assim confundem o papel de marido e esposa com os de pais, que tem o dever de educar este ser que não pediu para nascer. Uma relação pode acabar, mas os filhos não devem carregar este peso durante suas vidas.
As crianças e adolescentes vítimas deste processo devem ser tratados para que no futuro não venham a ter problemas sérios como uso de drogas e bebidas alcoólicas, tentativas de suicídio, e sérios problemas de relacionamento.   
Também tenderão a tratar o outro como “coisa”, afinal foram assim que foram educadas. Podem ser consumistas e manipuladoras, do tipo: “Se você não fizer isto vou contar para a minha mãe” ou ainda “Se você não me comprar aquilo, não gosto mais de você”.
A criança também usará como benefício esta briga interminável entre os pais e dela buscará obter vantagens.   
Um pai ou mãe que faz isto talvez não tenha ideia do dano que está provocando em seu próprio filho. Deve ser, portanto, informado, educado, responsabilizado e dependendo do caso punido.
Espero sinceramente que as práticas destas belas leis sejam rápidas e feitas por gente gabaritada.
Lentidão e confiança apenas nas palavras de um dos genitores no caso de Alienação Parental denota amadorismo.
Gostaria de lerr comentários também de advogados focados nos seguintes aspectos: Provas da Alienação como é feito este Processo; Tempo gasto com o processo; E outras informações práticas sobre o assunto.
As demais pesquisas que fiz na Internet mostram muita dispersão sobre o tema, poucas informações práticas sobre o encaminhamento real dos processos. E por outro lado li dezenas de fóruns que mostravam pais (homens) absolutamente desesperados, mesmo quando estavam apoiados em advogados.  
Portanto, há uma diferença enorme entre o que se diz e a prática das vítimas da alienação parental.
Até quando crianças, adolescente e pais injustiçados terão que esperar?  
 
 
PESQUISAS ÚTEIS:
 
 
Síndrome da Alienação Parental: http://www.alienacaoparental.com.br/o-que-e