E agora o que eu faço? Comportamento Assertivo para Mulheres

12/02/2016 13:28

E agora o que eu faço?

Comportamento Assertivo para Mulheres

 

Vamos imaginar que você está tranquilamente sentada à mesa de um bar junto com uma amiga, ou até mesmo sozinha. Afinal, esse é um direito seu!

Bebe sua cerveja, olha ao redor, mas ninguém em particular lhe interessa. De repente você é surpreendida por um cara inconveniente que simplesmente senta à sua mesa, sem pedir licença e começa a lhe abordar. Ele é o tipo de sujeito que se sente a última bolacha do pacote, pois tem certeza que é irresistível, e faz de tudo para conversar com você. Ele age como se você tivesse uma obrigação quase moral de conversar com ele.

Todo o comportamento tem três opções de resposta, que são as seguintes: Comportamento Passivo; Comportamento Agressivo e Comportamento Assertivo.

O último corresponde ao que chamamos no Psicodrama de espontaneidade, ou seja, dar respostas adequadas a cada situação/momento. Então, não existem respostas certas ou “dicas” de respostas, mas sim adequação ao momento. Abaixo você encontrará apenas exemplos genéricos.

Mas vamos imaginar as três respostas:

A)  Comportamento Passivo: Muitas mulheres acham que devem ser “educadas” e não constranger o rapaz. Então elas aceitam, pois acham que devem e se subtem aos desejos dele.

B)  Comportamento Agressivo: Ela grita com ele e diz palavrões. Generaliza dizendo que os homens não passam de aproveitadores de mulheres, e que isso é assédio!

C)  Comportamento Assertivo: Ela olha diretamente para ele e com um tom firme e forte, apenas diz: Não estou interessada em conversar, e, por favor, retire-se da minha mesa!

Mas, vamos supor que o cara seja um sujeito limítrofe, ou seja, ele não aceita limites ou o não como resposta. Faz isso porque tem uma autoestima baixa e precisa rodear-se de um bando de mulheres para sentir-se homem, como se estivesse num clipe de hip hop. E, como não está acostumado a ser rejeitado pelas mulheres, parte para uma atitude mais violenta, do tipo, pegar-lhe pelo braço ou passar a mão em seu corpo. Como agir? Como ser assertiva?

Lembre-se que assertividade são respostas adequadas ao momento, ao aqui e agora. Lembre-se também que pessoas sem limite só respeitam a Lei. Se você tiver dúvidas assista a vídeos em que bandidos se orgulham de suas façanhas e conquistas, tal como os homens invasivos e conquistadores baratos de mulheres, mas que diante de um enquadramento policial falam repetidamente “Sim, senhor”. Não se exima e chame imediatamente a polícia.

Aliás, diferentemente do que a mídia, e pasmem, até grupos feministas têm divulgado de forma errônea, isso não é assédio sexual, mas sim Importunação Ofensiva ao Pudor, e é um crime!

Assédio Sexual pela Lei brasileira e também de outros países tem a ver somente com o assédio (perseguição) no ambiente organizacional. Tem dúvidas? Procure a Lei 10.224 de 15 de maio de 2001 assinada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Quando a mídia, jornalistas, feministas e até campanhas colocam tudo no balaio de gato do “assédio” apenas enfraquecem as vítimas que deixam de ter além do comportamento assertivo, a tomada de medidas legais, tais como efetuar um Boletim de Ocorrência, por exemplo, e pedir o endurecimento da pena de Importunação Ofensiva ao Pudor, que hoje se limita apenas a multas aos agressores.

Fazer denúncias pelo Facebook também não resolve nada. Denúncias verdadeiras são feitas através de meios legais, foi assim que muitos países transformaram este estupro psicológico travestido de cantada, em multas altíssimas.

Como este é um site de Psicologia e não de autoajuda sei que comportamentos assertivos são difíceis de serem adquiridos de forma natural ao repertório de grande parte das mulheres. E estou pensando até em dar um curso sobre isso usando, é claro, a metodologia Psicodramática, em que a ação é o ingrediente fundamental. Vejo que hoje em dia, diferentemente do passado, em que as mulheres sabiam se defender de forma mais espontânea,  parecem ter mais e mais dificuldades. Antes quando uma mulher era encoxada no ônibus, por exemplo, ela fazia um escândalo, e olha que todos riam, mas ela não se importava, e não era incomum o ônibus ir parar na delegacia. Elas não tinham medo. Vi cenas semelhantes acontecerem dezenas de vezes. Hoje parece que as mulheres andam cerceadas pelo medo e isso é preocupante.

Para saber mais sobre os aspectos legais da contravenção Importunação Ofensiva ao Pudor leia o excelente texto do Doutor Denis Caramigo:  http://gazetadoadvogado.adv.br/2016/01/12/importunacao-ofensiva-ao-pudor/

Como sempre digo e escrevo está mais do que na hora da mídia, ao invés de dar palpites e exercer a desinformação, contratar especialistas no assunto tanto do ponto de vista psicológico como legal para dar consultoria. Palpites e achismos têm somente enfraquecido todas aquelas que são vítimas reais de importunação e até de estupro.

 

 Suely Pavan Zanella

Psicóloga CRP 06/10220, Psicodramatista Nível III, Consultora Organizacional, Palestrante, Coaching e Psicoterapeuta.

Pesquisa e trabalha com o Universo Feminino desde 2001.

Informações: faleconosco@pavandesenvolvimento.com.br

www.psicologasuely.com

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