Em Busca do Tempo Perdido
EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO
Não, não pense que eu irei reproduzir aqui os sete volumes do escritor Marcel Proust. Os livros eram um dos preferidos da minha Professora de Psicologia Geral, Glória, lá pelos idos de 1976. Confesso até que tentei começar a ler o primeiro volume, mas sem sucesso. Achei enfadonho!
Aqui pretendo não ir atrás do tempo, já que por mais triste que seja perder tempo com enganos, parece que ele ou ela, a perda de tempo, faz parte da condição humana.
Corremos riscos sem saber direito se a carreira irá dar certo, se o casamento será tão bom quanto no começo, se a viagem será boa.... e assim sucessivamente. E, muitas vezes o que fica é a sensação de perda de tempo.
Quantas vezes eu ouvi de pacientes e clientes em assessoria de carreira:
- Foi perda de tempo!
E a culpa invariavelmente se volta contra si mesmo:
- Como fui me apaixonar por essa pessoa que agora se mostra tão agressiva?
- Como fui confiar neste chefe que agora se mostra um malandro?
E desta forma, o tempo que nunca volta, parece perdido. Os contemporizadores dirão: -Mas foi aprendizado!
Sem dúvida foi, mas o tempo continua e continuará a ser perdido. E não há como resgatá-lo mesmo com aprendizados, maturidade ou boas escolhas. Lembrando que toda e qualquer escolha se dá em determinado momento, já que nenhum de nós têm bolas de cristal para prever o futuro.
Riscos e perda de tempo, talvez assim se resuma a vida.
Não temos controle de tudo.
Suely Pavan Zanella
Psicóloga 06/10220
@psicosuely
www.psicologasuely.com